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29/03/2007
Os novos rumos dos buscadores da
Internet
por Eduardo Favaretto*
This article is available only in Portuguese language
Frustrado com seu mecanismo de busca preferido? Será que um
dia existirá algo melhor que o atual Google? A resposta é sim.
Conheça as tecnologias emergentes no segmento disponíveis em
2007.
A Internet passa atualmente pelo seu momento 2.0, a chamada
“Internet Viva” onde as redes sociais entraram em cena, os blogs
despontaram como a nova mídia de informação e interação em massa e a
“cauda longa”, auxiliada pelo marketing viral, passou a enfatizar a
criação de produtos e serviços cada vez mais específicos, para um
público mais exigente e participativo, ansioso para aproveitar a
inteligência gerada coletivamente.
Diante deste novo cenário, é possível considerar que o setor de
buscas na Internet ainda está na sua infância, com muitas
oportunidades a serem exploradas.
Os novos buscadores consideram três apelos principais: melhoria da
tecnologia, da interface do usuário e da especificidade dos
resultados obtidos - estes podem coexistir ou não numa mesma
ferramenta de busca.
O Snap (www.snap.com),
que no resultado das buscas mostra instantaneamente um preview
do site relacionado, dispensa o clique do usuário para visitá-lo
e torna possível votar quanto à qualidade do link: útil (Perfect)
ou inútil (Junk) - sua grande novidade: você economiza tempo
de navegação sem abertura desnecessária de novas páginas e ainda
participa com sua opinião pessoal.
Pela Web Semântica, uma forma de ”pesquisar por
significados”, o Hakia (www.hakia.com)
é uma opção. Você pode procurar por perguntas, sentenças, frases ou
palavras-chaves. Em versão beta, promete melhorias em breve.
O Clusty (www.clusty.com)
chama atenção pelo ótimo método, que considera relevante os
fragmentos do resultado de cada busca, conhecido por clustered
search ou clustering engine. Este analisa os primeiros
links (entre 200 a 500) que resultaram de uma busca do usuário e
mostra os principais temas, agrupados por pastas e subpastas.
Similarmente no SRC Beta (rwsm.directtaps.net),
pesquisadores da Microsoft também experimentam esta tecnologia,
ainda não disponibilizada nos produtos da empresa, que optou pelo
lançamento do Live Search (www.live.com).
O SearchMash (www.searchmash.com)
é uma iniciativa do Google. Numa pesquisa típica, uma barra lateral
permite estendê-la a consultas relacionadas a imagens, a blogs,
a vídeos e à wikipedia, num único clique. O usuário pode
opinar se os links resultantes foram satisfatórios ou não.
O fundador da Wikipedia, Jimmy Wales, em
http://search.wikia.com/wiki/Search_Wikia convoca toda a
comunidade para ajudar na criação de um mecanismo de busca com
código aberto “que mude tudo” – conforme o jargão da logomarca do
serviço, ainda sem nome oficial. Neste gancho, a empresa Searchme
Inc. apresenta o WikiSeek (www.wikiseek.com)
que já faz uso dessa extensa base de informações. Uma startup
de São Francisco promete que o Powerset (www.powerset.com)
– a ser lançado até o final de 2007 – terá o diferencial de um novo
sistema que "entenderá" o significado das palavras-chaves buscadas,
criando novos inter-relacionamentos entre elas. O coração do
mecanismo fará uso de tecnologia baseada em NLP (Natural Language
Processing) ou Processamento Natural de Linguagem, licenciada da
empresa Palo Alto Research Center (PARC), divisão de
pesquisas da Xerox Corp., que trabalha nesta tecnologia há
cerca de 30 anos.
O ChaCha (www.chacha.com)
inova ao colocar uma equipe de pessoas de plantão (humanos, não
máquinas) para atender os usuários. Se você faz uma busca e não está
feliz com o resultado obtido, pode clicar num botão para conectar-se
via chat em tempo real com um guia humano que prestará
auxílio.
Faltou algum outro nesta lista? Evidentemente que sim, o assunto não
se esgota. Existem centenas de outros bons mecanismos, cercados por
pesquisadores e investidores ávidos por um dia, tornam-se a “bola da
vez” neste nicho de mercado. Essa é mais uma garantia que também
teremos liberdade em nossas escolhas, digo, nossas buscas.
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