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17/12/2006
PEGN:
Locadoras virtuais são tendência no mercado
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Em uma vídeolocadora, o cliente aluga e recebe o
filme sem sair de casa. Ele só precisa de um computador. Em outra
locadora virtual, o cliente assiste a quantos filmes quiser, pelo
mesmo preço...e não paga multas por atrasos!
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O
empresário Eduardo Silvestre se inspirou num modelo americano para
montar uma videolocadora virtual. Ali, o cliente paga uma
mensalidade e recebe em casa quantos filmes quiser, pelo tempo que
quiser, até o limite de cinco filmes por vez.
“Esse modelo traz comodidade. O cliente não tem mais que se
preocupar com multa, com prazo para devolver. Ele vai pagar uma
mensalidade e ter filmes na casa dele durante o mês inteiro”,
explica o empresário Eduardo Silvestre.
A locadora não tem sequer telefone para atender aos clientes. Tudo é
virtual. Um software desenvolvido pela empresa registra os pedidos
dos clientes e encaminha para o arquivo.
“No próprio software a gente vai conseguir verificar os filmes que o
cliente quer assistir, fazendo a expedição e fazendo toda a triagem
da logística para encaminhar esse filme para o cliente. No site, o
cliente faz os pagamentos e pede a devolução para estar recebendo
novos filmes”, complementa Eduardo Silvestre.
O modelo conquistou mercado rápido. Em um ano e quatro meses de
existência, a empresa tem 1,7 mil clientes fixos.
Em outra videolocadora, toda a operação também é feita pela
internet. A diferença é que o cliente só paga pelo filme que
escolhe. A locadora virtual foi aberta em 2002 e a procura é grande.
Hoje a empresa tem 5,5 mil clientes ativos.
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“A falta de segurança que o pessoal tem na cidade e outros itens
também faz com que o pessoal prefira pegar os filmes pela internet e
não ter que ir até a locadora para retirar e entregar os filmes”,
observa Gerson Souza, gerente da loja. A loja virtual mostra fotos
dos filmes, com resumo e o ranking dos dez mais assistidos. As
promoções aparecem o tempo todo na primeira página, para incentivar
a locação.
Segundo Eduardo Favaretto, especialista em internet, o ideal é
que o cliente tenha sempre a sensação de que está levando vantagem
no negócio.
“O consumidor sempre gosta de algo a mais num primeiro momento. Se
ele está iniciando no uso do serviço e receber um brinde, até mesmo
que não seja visado na primeira compra, ele vai gostar muito”,
afirma Eduardo Favaretto, especialista em internet.
Quem vai montar uma videolocadora precisa definir algumas
estratégias de negócio. Veja o que fazem os dois empresários.
“O grande canal de divulgação são os grandes provedores de internet.
Temos algumas divulgações através de panfletos, revistas, jornais. E
temos parcerias com algumas empresas como pizzarias, onde a gente
desenvolveu uma caixa da pizza onde vai a pizza junto com a
divulgação do sistema e modelo”, revela o empresário Eduardo
Silvestre.
“A gente tenta fazer alguns trabalhos com alguns veículos de
comunicação, links patrocinados e também no boca a boca. No nosso
site tem uma matéria ‘indique um amigo’, o pessoal acaba indicando e
dá um resultado legal pra gente”, comemora Gerson Souza, gerente.
“O cliente pode utilizar os principais cartões de crédito ou pode
ser feito através de um boleto bancário”, ressalta Eduardo
Silvestre.
“A cobrança é feita junto ao cliente com cartão de crédito no ato da
locação ou com cheque ou dinheiro na devolução dos filmes”,
acrescenta Gerson Souza.
“As cópias vendidas para os associados têm preços entre 60% a 70 %
de desconto”, diz Silvestre.
“O filme pode sair por de R$ 40 até R$ 19,15, dependendo do tempo
que ele já tem depois do lançamento”, calcula Gerson.
Um dos pontos estratégicos deste negócio é a entrega dos filmes.
Quem compra pela internet quer a comodidade de receber em casa. A
locadora do empresário Eduardo Silvestre terceiriza esse serviço.
Uma medida à primeira vista simples reduziu pela metade os gastos da
empresa com transporte. Hoje, quando o cliente avisa que quer fazer
uma devolução, o sistema já libera o próximo DVD da lista de pedidos
dele. Com isso, na mesma viagem, o motoboy faz a entrega e a
retirada do filme.
Com essa medida, o peso do transporte caiu de 60% para 30% dos
custos totais da empresa. A logística não trouxe prejuízos para o
conforto dos clientes.
“Não tem preocupação com prazo, principalmente a comodidade mesmo”,
acha a cliente Adriana Macedo.
Já a outra locadora optou por ter um serviço de entrega próprio.
“Pela internet você só fica sentado na cadeira e não precisa fazer
mais nada. É do escritório para o sofá”, destaca o cliente Maurício
Aguiar.
@ Copyright 2006 - Globo.com - 17/12/2006 - PEGN (Pequenas
Empresas Grandes Negócios)
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