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  Eduardo Favaretto  |  05/06/2009  às 17h59
* Empreendedor, Especialista em Internet
 Engarrafar um relâmpago para ser um novo Google

Onde você já fez suas buscas de hoje? Nem precisa responder, todos já sabem a resposta: no* (buscador) Google.
Pois é, lá pro final de 1998 estava eu a pensar nas primeiras telas do serviço www.buscas.com.br, que na sua versão anterior foi ao ar no começo de 2000, poucos meses antes do estouro da bolha da Internet e lembro-me muito bem quando vi a primeira vez aquele logo colorido, até mesmo com ar infantil, representando mais um buscador web.

Naqueles tempos, no exterior o Altavista ( www.altavista.com) era a máquina de busca imbatível, sem qualquer concorrente que chegasse perto. Aqui pelo Brasil, o Cadê? ( www.cade.com.br) fazia muito bem seu papel tupiniquim.
Só fui entender melhor porque o Altavista perdeu sua supremacia após ler no ano passado o livro do John Battelle, " The Seach" (A Busca). Em resumo: sucessivos erros gerenciais e perda de foco estratégico. Uma pena.

De lá pra cá, + de 10 anos se passaram (como o tempo passa rápido, né?) e notei que a partir de 2002, a minha lista de "verdadeiros" bons buscadores que eu colecionava [aqueles que possuíam bases de dados próprias] foi ficando cada vez mais resumida. Muitos encerraram a operação, outros foram adquiridos por concorrentes e muitas "fusões" foram ocorrendo neste segmento. É fato que a essência dos mecanismos de buscas continua a mesma, ou seja, são agrupados principalmente pelo tipo de tecnologia que os diferencia, como abordei no artigo " Os diferentes tipos de buscadores", mas começam a surgir variações interessantes deste panorama.

Recentemente soube do lançamento do Wolfram|Alpha (www.wolframalpha.com), que se diz um "motor de busca de conhecimento computacional" (computacional knowledge engine). Seu princípio está na reunião de diversas sistematizações de cálculos numa única ferramenta, que permite "compreender" o que o usuário está pedindo, seja por todo e qualquer modelo conhecido, método ou algoritmo. Por exemplo: se quero saber uma escala musical, uma fórmula química, uma análise estatística de um agrupamento de números, enfim, muitas, muitas outras possibilidades.
Conheci também o FeedMil (www.feedmil.com), um buscador de feeds de RSS, entitulado de "a long tail feed search engine" (mecanismo de busca que pode localizar feeds de nichos específicos) - legal pensar em achar "bons feeds", ou seja, boas fontes de links permanentemente interessantes. Sempre existirão feeds diferentes para gostos diferentes - uma verdadeira cauda longa.
Já falei mais de uma vez do buscador do Twitter (search.twitter.com), que rastreia conversas dos participante do microblog em tempo real - o serviço do Twitter já é um sucesso no Brasil - o buscador, questão de tempo.

Também quero contribuir neste segmento. Há mais de 3 anos estudo uma nova forma para abordar o assunto de buscadores da web - não quero reinventar a roda, mas dar um uso mais eficiente a ela. A tarefa não é fácil, por isso toma tempo e investimento. Conciliar criação com inovação, no mercado de projetos altamente "voláteis" [instantâneos] como o da Internet, com usuários acostumados com a gratuidade absoluta [modelos de negócios eficientes que cativam os usuários são raros], acertar num projeto, torná-lo popular, global e muito rentável é tão difícil como tentar "engarrafar um relâmpago" (alguém por aí já viu um relâmpago dentro de um garrafa?). A brincadeira ou expressão engraçada apenas dá ênfase a uma questão central: atingir o sucesso não é impossível mas é uma tarefa bem complexa.

Com um pouco de esforço diário, chega-se lá... Acredito que a crença, a persistência e a disciplina, fazem as realizações acontecerem. Um bom planejamento estratégico também ajuda: diagnóstico, análise do ambiente, análise interna e elaboração de um refinado plano estratégico.
Ilusão ou sonho, muitos que trabalham no setor de Internet almejam um dia trabalhar no Google - outros pensam em criar um serviço web tão eficiente quanto o Google.
Então, de qual grupo você faz parte?

* Apesar da palavra "google" ser oficialmente considerada feminina - tente perceber que toda menção oficial ao nome da empresa sempre é antecedida pelo artigo "a", "a Google fez", "a Google disse", etc. - eu uso sempre o masculino para referenciar ao buscador, o buscador Google.
Conteúdo Relacionado:
Artigo: Os diferentes tipos de buscadores
Mecanismos de buscas: descubra novas opções
As buscas das buscas: o serviço brasileiro ::buscas.com
Os novos rumos dos buscadores da Internet
As ferramentas de buscas aprenderão com você

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    Total de comentários: 3
 
   
Data:  02/07/2009
Hora:  14h48
Nome:  Eduardo Favaretto
Web-Site:  http://www.ibuscas.com.br/blog
Comentário:  Quando "eu era criança pequena" lá no interior de SP, tinha um ditado que dizia: "quem some, sempre aparece!". Tá aí um exemplo vivo, o cara apareceu! Faaaalaaaa Mauricião... faz tempo hein?! Pelo que percebi (CondeCom) a informática continua na sua veia. Ainda bem que vc conseguiu vender aquela máquina pra mim, senão talvez eu estaria montando reator nuclear na Física da USP (rsrs). Valeu pelo comentário.
   
 
 
   
Data:  02/07/2009
Hora:  14h18
Nome:  Mauricio Brasaventi
Web-Site:  http://www.condecom.com.br
Comentário:  quem diria, que o cara de bicicleta e bermuda, querendo comprar um exato pro da cce, se tornaria essa figura da Internet, acho que só eu mesmo
   
 
 
   
Data:  08/06/2009
Hora:  15h57
Nome:  Dicas dicadedica
Web-Site:  http://www.dicas.dicadedica.com
Comentário:  Volta e meia eu procuro um dos buscadores antigos para algum tipo de busca mais preciso. claro que a maioria das vezes uso o google mais as vezes ainda uso o puxaki, o altavista e o yahoo...
   
 

 
   

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O que é código de segurança ?
É o código numérico informado pela imagem ao lado. Ele é usado para garantir que o acesso ao banco de dados está sendo feito por uma pessoa ao invés de um programa de computador.
O que são feeds?
O termo "feeds" vem do verbo em inglês "alimentar". Com um tipo de programa conhecido como "feeds reader" ou agregador você recebe as atualizações de conteúdo de sites escolhidos sem ter que visitá-los.

O que é RSS?
O formato RSS 2.0 significa "Really Simple Syndication", é um padrão de arquivo XML que contém dados agrupados por "tags" específicas. É amplamente utilizado pela comunidade dos blogse sites de notícias para compartilhar as suas últimas novidades.