15/6/2007

Deixar sua marca na Internet é insuficiente
 
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A simples exposição de determinada empresa, serviço ou produto na web não garante retorno se o público-alvo não tomar conhecimento da sua existência.

Hoje em dia, com o imenso número de sites existentes e criados diariamente, a concorrência por uma fagulha da atenção dos usuários da rede é extrema. Em recente pesquisa divulgada por Brian Fetherstonhaugh, CEO da OgilvyOne Worldwide, 79% dos usuários passam a conhecer e interagir com novas marcas, por meio de mecanismos de busca. Destes, 61% esperam encontrar as marcas TOP, que são facilmente reconhecidas por eles e que estejam associadas diretamente ao assunto procurado.

Esta acirrada disputa resultou no marketing de busca (SEM - Search Engine Marketing). De acordo com Eduardo Favaretto, especialista em Tecnologia da Informação e Internet e fundador do iBUSCAS, o papel do Search Marketing é o de tornar a mensagem visível ao maior número possível de visitantes nos motores de busca. “A dinâmica do mercado digital, quanto à exposição da marca de uma empresa, deve receber uma atenção contínua no quesito Internet. Ou você expõe a marca de sua empresa corretamente ou perderá espaço facilmente para marcas concorrentes”, diz.

Segundo Favaretto, a publicação de banners (imagem com propaganda em sites) e o envio da e-newsletter (boletins eletrônicos por e-mail) como forma de publicidade na Internet continuam sendo válidos e gratificantes, mas, no caso do SEM, o público-alvo deixa de ser passivo. “Em buscadores, como Google, os visitantes estão disponíveis para conhecê-lo, são eles que o procuram”, informa.

O marketing de busca funciona como uma extensão do marketing da empresa e exige a definição de uma estratégia para gerar um diferencial competitivo, “as formas óbvias de executar esta tarefa são: pagar por resultado (pay for performance), ou seja, comprar palavras-chaves em serviços de links patrocinados disponíveis em serviços de busca ou fazer a adequação do conteúdo do site da empresa (otimização) para que receba naturalmente uma melhor classificação nos resultados apresentados nos motores de pesquisa, via rotinas de SEO (Search Engine Optimization)”, complementa o especialista.

Muitos desses métodos têm gerado polêmica por atrair visitantes ocultando falsas palavras-chaves, criando links para páginas sem qualquer relação de conteúdo com o que seria melhor para os utilizadores. Segundo Eduardo Favaretto, além de antiética, a prática pode ser um “tiro no próprio pé”: “Entende-se por "Permission" a arte de convencimento do cliente quanto ao negócio em si. É a mais forte relação que este pode dar a você, ao persuadi-lo de forma verdadeira, você ganha sua confiança”.