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24/01/2008
Inteligência coletiva e as comunidades na rede
This press release is available only in Portuguese language
Fato incontestável: estamos cada vez
mais interligados pela rede mundial de computadores. Se por um lado,
a Internet gera uma oferta infinita de informações, formando uma
inteligência coletiva, de outro, são poucos os filtros para
informações mais precisas e úteis. Aí é que entra a rede
colaborativa.
Ninguém
detém o conhecimento de tudo, mas todos sabem alguma coisa. Os meios
digitais potencializam a conectividade entre as pessoas, criam
processos de inteligência coletiva, nos quais os indivíduos se
complementam e criam uma sinergia entre si, transformando todas as
competências, conhecimentos e experiências de vida em sabedoria para
coletividade.
A Web funciona como uma enciclopédia viva, em que a velocidade da
produção de novos conhecimentos é fantástica. O jornalista Steven
Johnson diz, em seu livro “Emergence”, que os seis últimos anos da
Web foram de pseudo-interatividade, e que finalmente o ciberespaço
começa a nos oferecer aquilo que foi sua promessa original:
alimentar uma inteligência coletiva pela conexão de todas as
informações do mundo.
Para Eduardo Favaretto, especialista em Internet e fundador do
iBUSCAS, “cada indivíduo detém uma parte do conhecimento
e a Internet é o meio de interligação. Por isso é comum, quando
desejamos algum assunto específico, pesquisarmos junto às
comunidades digitais ou redes colaborativas, que nada mais são do
que pessoas com interesses comuns, reunidas na web, que lidam
diretamente com aquele assunto no dia-a-dia, discutindo o tema sobre
qual têm o conhecimento. Essas comunidades funcionam como um filtro
humano, como auxílio inteligente a essa sobrecarga de informação”,
explica.
Uma comunidade virtual organizada é um ferramental sem parâmetros em
termos de conhecimento distribuído, de capacidade de ação, de
potência cooperativa e colaborativa. Favaretto acredita que a
colaboração autêntica e espontânea assume o papel de garantir a
imparcialidade das opiniões expostas o que, de certa forma, aumenta
a credibilidade das discussões resultantes e das diversas visões
abordadas sobre um mesmo tema.
O mais importante é que dentro das comunidades virtuais, a
independência é o fator chave. “Como não há um único consenso entre
os diversos pensamentos relatados, quem consulta amplamente a
discussão realizada pelo grupo pode formar a própria opinião, com
embasamento e co-relacionamento das diversas vertentes do assunto
discutido”, analisa Favaretto.
O meio digital permite o armazenamento, a busca e a divulgação dos
saberes, de forma rápida e barata, sem qualquer precedente similar.
As comunidades virtuais são como um depósito de idéias, opiniões,
troca de experiências e conhecimentos, que juntos, formam a
inteligência coletiva da humanidade.
Em sua análise, Favaretto avalia que mesmo as ferramentas
empresariais disponíveis no ciberespaço, nesta atual fase da Web
2.0, também conhecida como a “web viva”, devam oferecer a seus
membros ou colaboradores, meios de coordenar suas interações, criar
seus próprios grupos, avalizar a credibilidade de informações de
outros grupos, proteger a privacidade individual e garantir o papel
de moderadores ou líderes de grupos, sem esbarrar na censura das
instituições, ou até mesmo da linha de pensamento da alta gerência
das organizações.
“Os empresários tradicionais precisam acordar para este novo momento
que vivenciamos, desfazer-se do envoltório dessa cúpula que
estrangula a prosperidade de seus negócios e buscar, no envolvimento
colaborativo, a multiplicação de seus resultados com o estímulo dos
capitais intelectual, tecnológico e social, para a propagação de
novas idéias”, afirma o especialista.
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